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segunda-feira, 28 de março de 2011

Sem ponto final,

Vou escrever...nem sei o que,mas preciso escrever. Falar das chuvas que já tomei, dos tombos que já levei, das vezes que já errei,das muitas pessoas que já magoei,das que me magoaram,falar de todos que desprezei,dos que me desprezaram,dos poucos momentos de alegrias,dos muitos momentos de tristezas,falar das vezes que eu sorri,das horas que eu chorei, sei lá...preciso escrever,colocar para fora todos os fantasmas,todos os medos. Não posso contar minha vida, não se conta uma vida inteira em poucas palavras,mas algo me sufoca,me angustia,me deprime talvez seja essa minha inquietude,essa ansiedade,essa inconstância,essa minha incoerência, talvez... Ainda sinto o peito arder, os pensamentos ficam confusos,o coração quer que eu conte tudo, a cabeça diz que não posso,emoção e razão.- Quem tem razão?O que está me destruindo é essa solidão-É DE DOER!Se eu pudesse eu iria,se eu tivesse coragem... Acabaram-se as palavras,já não sei o que escrever, de repente minha alma ficou vazia,meus pensamentos se foram,minha mente se fechou, desculpe-me mas vou deixar sem ponto final, LICHAVES

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vocêsabeessa

PRECONCEITO

MEUS AMIGOS Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril. Oscar Wilde