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domingo, 28 de dezembro de 2008

O sapato como meio e mensagem 22 de dezembro de 2008 Este surpreendente ano de 2008 encerra-se de forma ainda mais inusitada. Talvez venha a ser considerado no futuro como o Ano da Verdade, se as revelações e desvendamentos prosseguirem com a mesma intensidade em todas as direções. Caíram por terra as promessas, ilusões, quimeras políticas, filosóficas e religiosas. Está ruindo o imbatível e infalível Sr. Mercado cuja sabedoria e engenho eram vendidos há 200 anos como panacéia para todos os males. A natureza humana, artífice de tantas falcatruas, mostrou cabalmente o quanto é mesquinha e até que ponto está corrompida. No sacolejo global, na vizinhança da antiga Babilônia – lá mesmo onde os homens pretendiam construir a imensa torre para chegar aos céus e impor-se ao Todo Poderoso – chega uma parábola rude e simples. Como todas. Um jornalista revoltado arvora-se em porta-voz do mundo e resolve castigar aquele que considera como culpado pelas maldições que afligem o seu país. Ao contrário de tantos correligionários, não pretende imolar-se nem derramar uma gota de sangue. Quer mostrar a sua repulsa e escolhe a mais imunda extensão do corpo, aquela que pisa o chão e convive diretamente com a sujeira: o sapato. O repórter iraquiano Muntazer al-Zaidi tinha à disposição a imagem, o som, o papel e a palavra. Abriu mão do jornalismo, da imprensa, do manual da redação e dos códigos de conduta para inventar o sapato como veículo de comunicação. Louvado seja: lá onde os homens-bomba proclamam diariamente o seu horror à vida, al Zaidi, fez do calçado uma ação afirmativa. O presidente Lula, preferiu a chacota, falou em chulé no meio de uma reunião de chefes de estado sul-americanos e caribenhos, não percebeu o sentido e o alcance da inovação introduzida por al-Zaidi. Marshall McLuahn, o grande teórico da comunicação moderna, não contava com essa: o sapato é o meio e a mensagem. Estadistas não devem mais temer atentados terroristas, porém não há equipamento confiável nem guarda-costas capazes de evitar que um sapato – ou tênis, sandália, chinelo, bota, com sola de borracha ou salto 12 – seja jogado nas fuças de um presidente mentiroso ou cínico. Raul Castro, com o seu ar de general de pijama, candidata-se a alvo da segunda sapatada: a proposta feita em Brasília para a troca dos "dissidentes" presos em seu país pelos cinco espiões ("heróis", segundo ele) presos nos EUA, é indecente. Os dissidentes cubanos são na verdade ativistas de direitos humanos, não pretendiam tomar o poder, não pretendiam sair do país, queriam melhorá-lo, lutavam pela liberdade. A mesma, aliás, pela qual lutaram os dissidentes de 1958 – os irmãos Castro, Che Guevara, Camilo Cienfuegos e tantos outros. Sapatada merece o presidente do Senado, Garibaldi Alves, como castigo pela espúria manobra de aprovar de madrugada a emenda constitucional que cria mais 7.343 vagas de vereadores sob o pretexto de aumentar a representatividade do cidadão. Em plena crise mundial, diante da real ameaça de uma brutal recessão, quando cada tostão deve ser investido em crescimento, o chefe do Poder Legislativo não tem pudor em assumir o seu incontrolável e entranhado coronelismo. Com estas credenciais pretende driblar a constituição e candidatar-se novamente à presidência da Câmara Alta. Candidato a receber um protesto modelo al-Zaidi é o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, homem-enguia que escapole de todas as crises e emergências em seu estado. As fotos de Divinópolis publicadas nesta sexta-feira mostram um rio caudaloso, ondas revoltas, dilúvio bíblico: 41 municípios em estado de emergência, doze mortos, 23 mil desabrigados, 13 mil casas danificadas e o homem não aparece, mesmo encarapitado num helicóptero. Não é com ele, nunca é com ele. A fila é grande, depois de Bush al-Zaidi necessitaria de um formidável estoque de sapatos para veicular sua indignação. O sapato como veículo de comunicação pode apressar o fim do jornal impresso, pode ser mais instantâneo do que a Internet, mais eficaz do que comícios. Estamos diante de um momento mágico em que o ser humano redescobriu o poder de dizer o essencial. Alberto Dines

sábado, 27 de dezembro de 2008

"Todos te elogiaram, menos eu. Todos te ajudaram, menos eu. Todos te amaram, menos eu. Com o passar do tempo, todos te esqueceram, menos eu!"

"Se alguem disser que você nunca fez nada de importante, não ligue.O mais importante já foi feito: você."

"Muitos são os que amam, pouquissimos são os que sabem amar!."

"O importante não é quando conhecemos a pessoa, mas sim, quando essa pessoa passa a existir dentro de nós!."

"Amigo não é aquele que te alegra com mentiras e sim aquele que te fere com as verdades!."

Água pega fogo????Hummmmmmm/

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Hoje, o que podemos perceber é que as influências mágicas mudaram na sua forma, no seu ritual e na sua aparência, mas as técnicas de condicionamento mágico continuam existindo. Basta observarmos com que facilidade se lança uma moda. O que pode ser feito com a moda pode ser aplicado em muitos outros campos, porque o comprimento de uma saia e um slogan político, além do controle da informação, podem ser divulgados da mesma maneira, observou Robert Mercier. Goebbels, o único ministro da propaganda nazista, sabia perfeitamente que as massas podem ser manobradas, porque prevalece a lei pela qual o comportamento de uma coletividade desorganizada é sempre caracterizado pelo nível intelectual mais baixo. ( parte de texto extraído da revista planeta)

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

A atual "lição" e vitória da IGUALDADE vista nos USA...também surtiria um efeito "revitalizante" no Brasil, se por aqui também tivéssemos o 'NOSSO OBAMA"...
Só me pergunto, quem seria este que traria este grande marco ao Brasil?
Desculpem, mas NENHUM nome me ocorre no momento...

sábado, 20 de dezembro de 2008

"Conhecemos o real caráter de uma pessoa, não pelo muito que ela diz dela para nós, mas pelo pouco que diz de nós para os outros..." Inácio Dantas

Pra que pichar se posso derrubar o muro???
"Que o mel é doce é coisa que me nego a afirmar, mas que parece doce, afirmo plenamente" Raul Seixas

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Qui-
zera .
Senhor,
neste dia
armar uma ár-
vore dentro do
meu coração e nela
pendurar, em vez de
folhas , os nomes de
todos os meus amigos. Os

amigos de longe e de perto.
Os antigos e os mais recentes. Os que
vejo a cada dia e os que raramente
encontro. Os sempre lembrados e os que,
às vezes, ficam esquecidos. Os constantes
e os intermitentes. Os das horas difíceis e os das
horas alegres. Os que, sem querer, eu magoei ou, sem
querer, me magoaram. Aqueles a quem conheço profunda-
mente e aqueles de quem não me são conhecidos a não ser as aparências.
Os que pouco me devem e aqueles a quem muito devo. Meus amigos

humildes e meus amigos importantes. Os nomes de todos os que já passaram pela
minha vida . Uma árvore de raízes muito profundas para que seus nomes

nunca mais sejam arrancados do meu coração. De ramos muito extensos

para que novos nomes, vindo de

todas as partes, venham juntar-se

aos existentes. De sombra muito
agradável para que nossa amizade
seja um momento de repouso nas
lutas da vida.
Têm pessoas que entram em nossa vida e não são apenas amigos, mas verdadeiros irmãos

domingo, 7 de dezembro de 2008

QUEM SOU EU... Eu tenho muitos anos de mim as vezes me canso sou muito estabanada pouca coisa levo a sério outras nem levo não tenho amigos e meus inimigos me detestam até hoje não entendi porque eles querem que eu morra isso é uma questão de tempo eles não perdem por esperar não tenho pátria nem histórias para contar não vi a banda passar vivo a toa na vida olhando de frente não tenho lembranças Sério! Falhas de memória... não amo não odeio estou de passagem talvez um dia eu volte Ou não... Lina Franzin
Vou-me embora pra Pasárgada Lá sou amigo do rei Manuel Bandeira

O BICHO VI ONTEM um bicho Na imundície do pátio Catando comida entre os detritos. Quando achava alguma coisa, Não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade. O bicho não era um cão, Não era um gato, Não era um rato. O bicho, meu Deus, era um homem.

Manuel Bandeira
"Nem sempre a gente consegue dizer tudo aquilo que está sentindo! Tem coisas que eu gostaria que você percebesse sem eu precisar dizer!"
       Meu Caro Amigo
Chico Buarque

Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando, que também, sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo pessoal
Adeus


ATÉ ONDE VAI SUA AMIZADE? Um homem, seu cavalo e seu cão caminhavam por uma estrada. Depois de muito caminhar, esse homem se deu conta de que ele, seu cavalo e seu cão haviam morrido num acidente. Às vezes os mortos levam tempo para se dar conta de sua nova condição... A caminhada era muito longa, morro acima, o sol era forte e eles ficaram suados e com muita sede. Precisavam desesperadamente de água. Numa curva do caminho, avistaram um portão magnífico, todo de mármore, que conduzia a uma praça calçada com blocos de ouro, no centro da qual havia uma fonte de onde jorrava água cristalina. O caminhante dirigiu-se ao homem que numa guarita, guardava a entrada. - Bom dia, ele disse. - Bom dia, respondeu o homem. - Que lugar é este, tão lindo ele perguntou. - Isto aqui é o céu, foi a resposta. - Que bom que nós chegamos ao céu, estamos com muita sede, disse o homem. - O senhor pode entrar e beber água à vontade, disse o guarda, indicando-lhe a fonte. - Meu cavalo e meu cachorro também estão com sede. - Lamento muito, disse o guarda. - Aqui não se permite a entrada de animais. O homem ficou muito desapontado porque sua sede era grande. Mas ele não beberia deixando seus amigos com sede. Assim, prosseguiu seu caminho. Depois de muito caminharem morro acima, com sede e cansaço multiplicados, ele chegou a um sítio, cuja entrada era marcada por uma porteira velha semi-aberta. A porteira se abria para um caminho de terra, com árvores dos dois lados que lhe faziam sombra. À sombra de uma das árvores, um homem estava deitado, cabeça coberta com um chapéu, parecia que estava dormindo. - Bom dia, disse o caminhante. - Bom dia, disse o homem. - Estamos com muita sede, eu, meu cavalo e meu cachorro. - Há uma fonte naquelas pedras, disse o homem e indicando o lugar. Podem beber a vontade. O homem, o cavalo e o cachorro foram até a fonte e mataram a sede. - Muito obrigado, ele disse ao sair. - Voltem quando quiserem, respondeu o homem. - A propósito, disse o caminhante, qual é o nome deste lugar? - Céu, respondeu o homem. - Céu? Mas o homem na guarita ao lado do portão de mármore disse que lá era o céu! - Aquilo não é o céu, aquilo é o inferno. O caminhante ficou perplexo. - Mas então, disse ele, essa informação falsa deve causar grandes confusões. - De forma alguma, respondeu o homem. Na verdade, eles nos fazem um grande favor. Porque lá ficam aqueles que são capazes de abandonar seus melhores amigos...

Desconhecido
QUEM FÊZ AQUELE BLOGUINHO MENTIROSO, É UM COVARDE, SEMPRE FOI !!!JÁ PASSOU A PERNA EM MUITA GENTE BOA DESSA CIDADE, ELE E SEUS COMPARSAS ANÔNIMOS. ELE JÁ SAIU CORRENDO DA CIDADE POR CAUSA DA POLÍCIA FEDERAL,FICOU MAIS DE 3 ANOS FORA ATÉ A POEIRA ABAIXAR. AGORA ESTÁ DE VOLTA,ENGANANDO UM MONTE DE GENTE. AINDA NÃO SABEM QUEM É? DEPOIS EU DOU MAIS PISTAS...

sábado, 6 de dezembro de 2008

Estavam duas crianças a patinar num lago gelado. Estava uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas. De repente, o gelo quebrou-se e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou. A outra, vendo o seu amiguinho preso, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim, quebrá-lo e libertar o amigo. Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino: - Como conseguiste fazer isso? É impossível que tenhas conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis! Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou: - Eu sei como ele conseguiu. Todos perguntaram: - Pode dizer-nos como? - É simples - respondeu o velho: não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz. ( Albert Einstein )
A minhoca é um animal incoerente. Porque é um bicho sem pé nem cabeça!
EU SEI QUEM FÊZ AQUELE BLOG MENTIROSO É UMA PESSOA(S) QUE TEM INVEJA DE TODO MUNDO UM FRACASSADO, UM DEMAGOGO,QUE TENTA SE DAR "BEM " NA VIDA PUXANDO O S... DOS "PODEROSOS". JÁ SAIU CORRIDO DA CIDADE VÁRIAS VEZES, POR CAUSA DAS SUAS FALCATRUAS. DEPOIS EU DOU MAIS PISTAS...
PÃO OU PÃES. É UMA QUESTÃO DE OPINIÃES...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

"a única verdade é que vivo. Sinceramente, eu vivo. Quem sou? Bem, isso já é demais...."

Clarice Lispector

Quem sou?! Eu sou para cada pessoa aquilo que ela acha que eu sou, mas o que para mim importa é o que eu estou a procura de ser e isso eu ainda não sou.

Angela Delphim

Por favor, não me analise Não fique procurando cada ponto fraco meu. Se ninguém resiste a uma análise profunda, Quanto mais eu... Ciumento, exigente, inseguro, carente Todo cheio de marcas que a vida deixou Vejo em cada grito de exigência Um pedido de carência, um pedido de amor. Amor é síntese É uma integração de dados Não há que tirar nem pôr Não me corte em fatias Ninguém consegue abraçar um pedaço Me envolva todo em seus braços E eu serei o perfeito amor.

Mário Quintana

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

OREMOS

Oremos

Todos os anos por esta altura, começam as calamidades provocadas pelas chuvas. Centenas de pessoas morrem, milhares ficam desabrigadas e perdem boa parte dos seus bens que levaram anos de trabalho para conseguir comprar. Desesperadas, ficam à mercê da caridade alheia. Governantes vêm para os meios de comunicação afirmar que foi a maior chuva dos últimos "n" anos, a população se mobiliza, envias toneladas de alimentos, colchões e agasalhos, as Tvs fazem amplas coberturas, os governadores de estado e o Planalto liberam verbas para a reconstrução e, dois meses depois, não se fala mais nisso até ao... próximo verão, quando tudo se repete com uma pontualidade invejável! Este ano, por enquanto, Santa Catarina foi o estado mais atingido, mas esse mesmo filme já aconteceu em praticamente todas as unidades da federação! Petrópolis, Campos, Recife, Teresópolis, S. Paulo e Vitória são figurinhas repetidas nesse álbum de incúria administrativa que nos assola com a mesma frequência das chuvas: isto é, todos os anos! Decretado, nessas ocasiões pelos governantes, o estado de calamidade pública que nos assola é bem outro: É este modelo de governança que se implantou neste país, com a degradação constante dos quadros da administração pública. O planejamento de longo prazo inexiste! Ninguém pensa este País, ou Estado, ou Município para daqui a 20, 30 anos! O horizonte maior do planejamento da ação pública (quando o há) não ultrapassa nunca os limites de um mandato. Cada governante eleito quer "deixar a sua marca", e torra o dinheiro de nossos impostos em obras visíveis, muitas vezes de gosto duvidoso, e , sempre, de prioridade questionável! O trabalho constante, necessário, de formiguinha, que poderia minimizar as tragédias provocadas pelos fatores climáticos e melhorar a qualidade de vida da população, nunca é feito porque não aparece. Dragar rios, instalar e manter limpas as redes de esgoto doméstico e de águas pluviais, coletar permanentemente o lixo, não permitir a ocupação de morros e de margens de rios, fazer contenção de encostas, são atividades encaradas pelos poderes públicos com o mais absoluto desdém! Uma outra vertente do problema é o desmonte que foi sendo feito ao longo dos anos da carreira do funcionalismo público. Com baixos salários, sem treinamento, sem perspectivas, o funcionário concursado desde há muito (salvo raríssimas exceções) está absolutamente despreparado, e, pior, sem nenhum estímulo para exercer a sua função. Os cargos mais altos das administrações sempre lhe são negados, pois há que acomodar os cupinchas que, ou ajudaram nas campanhas, ou são indicações dos partidos da base de sustentação. Geralmente de uma incompetência lapidar, estes últimos não têm nenhum compromisso com a boa administração pública. Sabem que têm quatro anos para se "arrumar", ao final dos quais voltam para as suas ocupações privadas. Não raro, os salários destes cargos, ditos de confiança, são algumas vezes mais altos do que os dos funcionários concursados! É mais caro remediar as tragédias do que preveni-las? É claro que sim, mas isso não perece importar aos luminares que nos governam. Mais gente morre, ou fica na miséria, no desespêro? Infelizmente sim, mas, meses depois tudo não passará de mera estatística, que será brandida, na catástrofe seguinte, ao sabor dos interesses eleitoreiros do momento! Neste modelo, de nós cidadãos, só lhes interessa a nossa capacidade de pagar impostos e, de tempos em tempos, o nosso voto. Definitivamente, para o governo, nós não somos pessoas, somos números e cifrões! Até quando!?

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

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Gmail - POLUIÇÃO DO RIB tATU E NASCENTES - lina.franzin@gmail.com

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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Não sei quantas almas tenho Não sei quantas almas tenho. Cada momento mudei. Continuamente me estranho. Nunca me vi nem acabei. De tanto ser, só tenho alma. Quem tem alma não tem calma. Quem vê é só o que vê, Quem sente não é quem é, Atento ao que sou e vejo, Torno-me eles e não eu. Cada meu sonho ou desejo É do que nasce e não meu. Sou minha própria paisagem; Assisto à minha passagem, Diverso, móbil e só, Não sei sentir-me onde estou. Por isso, alheio, vou lendo Como páginas, meu ser. O que sogue não prevendo, O que passou a esquecer. Noto à margem do que li O que julguei que senti. Releio e digo : "Fui eu ?" Deus sabe, porque o escreveu.

Fernando Pessoa

sábado, 22 de novembro de 2008

ícone do feed SOCORRO # TIVE UMA IDÉIA!!! -

EU TENHO UM SONHO Discurso de Martin Luther King (28/08/1963)

"Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação. Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros. Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre. Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação. Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição. De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes". Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça. Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo. Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia. Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial. Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus. Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre. Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só. E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?" Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza. Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero. Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais. Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça. Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta. Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado. "Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto. Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos, De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!" E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro. E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire. Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York. Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania. Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado. Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia. Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee. Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi. Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade. E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro: "Livre afinal, livre afinal. Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal."
HÁ DUAS COISAS QUE NINGUÉM PERDOA... NOSSAS VITÓRIAS E NOSSOS FRACASSOS!
8 nov

Perguntas a Zezé de camargo e Luciano em entrevista ao g1

G1 - O que sentiu quando o presidente Lula declarou ter assistido a uma cópia pirata de "Dois filhos de Francisco"?

Luciano - Fiquei muito chateado. A gente já estava sendo vítima da pirataria, e aí você vê um presidente assistindo filme pirata. Liguei pros meus amigos da imprensa e contei pra todo mundo, mas eu não sabia que ia ter essa repercussão. Também foi assim quando eu me recusei a participar do movimento Cansei, teve uma ressonância muito grande. Foi a primeira vez que eu senti a necessidade de ficar distante da mídia. O lado bom foi que as pessoas começaram a me ver de outra maneira, começaram a me procurar para falar sobre política, história, cotidiano. Dei um salto em relação à imagem que as pessoas tinham de mim.

HÁ DUAS COISAS QUE NINGUÉM PERDOA... NOSSAS VITÓRIAS E NOSSOS FRACASSOS!
7 nov

Escolha com cautela os seus inimigos. Ironicamente, serão eles, e não os amigos, que habitarão, sem licença, sua cabeça e seu coração!
HÁ DUAS COISAS QUE NINGUÉM PERDOA... NOSSAS VITÓRIAS E NOSSOS FRACASSOS!
7 nov

eles riem de mim porque sou diferente, eu rio deles porque são todos iguais.

Kurt Cobain
HÁ DUAS COISAS QUE NINGUÉM PERDOA... NOSSAS VITÓRIAS E NOSSOS FRACASSOS!
6 nov

Cocô e restos humanos (Fonte: Nosso Futuro Comum) Por Sérgio Dávila, de Washington Você já ouviu falar do problema que a recente ascensão de camadas pobres da população ao mercado consumidor em países emergentes como Brasil, Rússia, Índia e China provocou e deve continuar provocando no suprimento mundial de energia, água, alimentação. Não falta alguma coisa nessa lista? Uma dica: se todo o mundo comer como os americanos comem, então... Vamos chamar de boom das fezes? Pois é desse assunto tabu que trata um dos livros mais curiosos lançados no ano. É "The Big Necessity - The Unmentionable World of Human Waste and Why It Matters" (A Grande Necessidade - O Mundo Não Mencionável dos Dejetos Humanos e Por que Ele Importa, Metropolitan Books, 304 págs.), que acaba de chegar às livrarias aqui nos EUA. Nele, a jornalista britânica Rose George fala de um assunto no qual, como diz o título, poucos ousam tocar. O excremento está acabando com o mundo, e não é pelo motivo que você imagina. Há 2,6 bilhões de pessoas sem qualquer tipo de serviço de esgoto no mundo, quase metade do planeta que, quando precisa ir ao banheiro, faz ali no matinho ou na rua ou na calçada ou nas beiras dos rios. O cocô humano é um dos mais tóxicos do reino animal. Uma, digamos, "amostra" tem bactérias, vermes, vírus e causa 50 infecções conhecidas. Se contamina a água a ser bebida, provoca, entre outras doenças, diarréia. Essa é a segunda causa de mortandade infantil no mundo, atrás só de problemas respiratórios. Por que todos falam de energia limpa, mas ninguém fala disso? Rose George acha que a questão é, principalmente, de linguagem. "As pessoas não querem conversar sobre o tema, não temos palavras para tratar do assunto que não sejam tabu (merda), médicas (bolo fecal) ou técnicas (excremento) e já exaurimos as metáforas", escreve. Para a autora, é como se os países desenvolvidos tivessem "dado a descarga" no problema, em parte por achar o tema vexatório. (...) Essa é a penúltima coluna antes da perda de poder de fato por George W. Bush, que acontece no dia 4 de novembro, com a eleição do novo presidente; achei que o tema vinha a calhar.
HÁ DUAS COISAS QUE NINGUÉM PERDOA... NOSSAS VITÓRIAS E NOSSOS FRACASSOS!
5 nov

HÁ DUAS COISAS QUE NINGUÉM PERDOA... NOSSAS VITÓRIAS E NOSSOS FRACASSOS!
3 nov

NOVO DILÚVIO

Um dia, o Senhor chamou Noé da Silva e ordenou-lhe:
- Dentro de 6 meses, farei chover ininterruptamente durante 40 dias e 40 noites, até que todo o Brasil seja coberto pelas águas. Os maus serão destruídos, mas quero salvar os justos e um casal de cada espécie animal. Vai e constrói uma arca de madeira.
No tempo certo, os trovões deram o aviso e os relâmpagos cruzaram o céu. Noé da Silva chorava, ajoelhado no quintal de sua casa, quando ouviu a Voz do Senhor soar, retumbante, entre as nuvens.
- Onde está a arca, Noé?
- Perdoe-me, Senhor - suplicou o homem - Fiz o que pude, mas encontrei dificuldades imensas: primeiro tentei obter uma licença da Prefeitura, mas para isto, além das altas taxas para obter o alvará, pediram-me, ainda, uma contribuição para a campanha do prefeito à reeleição. Precisando de dinheiro, fui aos bancos e não consegui empréstimos, mesmo concordando com aquelas taxas de juros. (Afinal, nem teriam mesmo como me cobrar depois do dilúvio!) O Corpo de Bombeiros exigiu um sistema de prevenção de incêndio, mas consegui contornar a situação, subornando um funcionário. Começaram, então, os problemas com o IBAMA para a extração da madeira. Eu lhes falei que eram ordens suas, mas eles só queriam saber se eu tinha "projeto de reflorestamento" e um tal de "plano de manejo". Neste meio tempo, o IBAMA descobriu, também, uns casais de animais guardados em meu quintal. Além da pesada multa, o fiscal falou em "prisão inafiançável" e eu acabei tendo que matar o fiscal, porque, para este crime a lei é mais branda. Quando resolvi começar a obra, na "raça", apareceu o CREA e me multou porque eu não tinha um engenheiro naval responsável pela construção da arca. Depois, apareceu o sindicato exigindo que eu contratasse seus marceneiros com garantia de emprego por um ano. Veio, em seguida, a Receita Federal, falando em "sinais exteriores de riqueza" e me multou, também. Finalmente, quando a Secretaria de Meio Ambiente pediu o "Relatório de Impacto Ambiental" sobre a zona a ser inundada, mostrei-lhes o mapa do Brasil. Aí quiseram me internar num hospital psiquiátrico! (Sorte que o INSS, estava em greve!)
Noé da Silva terminou o relato chorando mas, notando que o céu clareava, perguntou: - Senhor, não irás mais destruir o Brasil?
- Não! - respondeu uma voz dentre as nuvens - Pelo que ouvi de ti, Noé, cheguei tarde! Alguém já se encarregou de fazer isso!
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2 nov

VEM VAMOS EMBORA QUE ESPERAR NÃO É FAZER... QUEM SABE FAZ A HORA NÃO ESPERA ACONTECER !!!
HÁ DUAS COISAS QUE NINGUÉM PERDOA... NOSSAS VITÓRIAS E NOSSOS FRACASSOS!
2 nov

PENSE NUM PÉ FRIO...

1. Campeão, o tenista Gustavo Kuerten presenteou-o com uma raquete e nunca mais foi o mesmo.

2. O boxeador Popó jamais venceu uma luta importante após presentear o petista com seu par de luvas.

3. O mega-star Lenny Kravitz até sumiu do show-business após presentear o petista com sua guitarra famosa.

4. O presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, foi ao Palácio do Planalto levar uma camisa do time, às vésperas da decisão da Copa do Brasil, em 2007, e na final aconteceu o que parecia impossível: perdeu o título para o Figueirense, em pleno Maracanã, com dois gols roubados pela bandeirinha.

5. O Corinthians caiu para a segundona, logo depois do petista ser homenageado pela diretoria do clube com uma camisa 10 e seu nome grafado.

6. Antes de partir para a última Copa do Mundo, Roberto Carlos foi o único jogador a visitar Lula, levando para ele uma camisa da Seleção autografada pelos craques. O lateral-esquerdo ajeitava o meião quando Thierry Henry, nas suas costas, fez o gol francês que tirou o Brasil da final.

7. Após uma campanha espetacular na Copa Libertadores da América, o time do Fluminense recebeu a visita de Lula, antes da final com a LDU de QUITO EQUADOR. O petista até posou para fotos exibindo a camisa do time. No jogo, em pleno Maracanã, o Flu perdeu três pênaltis e o título.

8. Há algumas semanas, a antes imbatível seleção masculina de vôlei esteve com o petista. Perdeu os dois jogos seguintes diante da torcida brasileira, e o título da Liga Mundial.

9. Lula, a caminho de Pequim, levando a sua 'bênção' para o maior favorito brasileiro nos Jogos Olímpicos, Diego Hypólito. Deu no que deu...

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31 out

ESSA FOI ÓTIMA!!!

HÁ DUAS COISAS QUE NINGUÉM PERDOA... NOSSAS VITÓRIAS E NOSSOS FRACASSOS!
acreditava que Deus se revelava através da harmonia das leis da natureza e rejeitava o Deus pessoal que intervém na História. Era também crente no total determinismo do universo e excluía a possibilidade do livre arbítrio dos seres humanos. Para Einstein "o Homem é livre de fazer o que quer, mas não é livre de querer o que quer", o que significa que o Homem age sempre de forma compulsiva, sem uma verdadeira liberdade, todos os seus actos sendo determinados pelas leis da natureza.
Deviam parar com a demagogia sobre as massas. As massas são rudes, sem preparação, ignorantes, perniciosas em suas reivindicações e influências. Não precisam de lisonjas mas de instrução. ( Frases e Pensamentos de Ralph Waldo Emerson)

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

NÃO FORCE O RIO A questão não é se vocês devem viver seus sonhos e fantasias ou não. Vocês vivem neles. Vocês já estão neles. Não é uma questão de escolha. Vocês não podem escolher. Você pode escolher? Pode abandonar seus sonhos? Pode abandonar suas fantasias? Se tentar abandonar seus sonhos terá de substituí-los por outros sonhos. Se tentar mudas suas fantasias terá de trocá-las por outros tipos de fantasias - que continuarão sendo sonhos e fantasias. Assim, o que deve ser feito? Aceite-os. Por que ser contra eles? Esta árvore tem flores vermelhas. Aquela tem flores amarelas. Está certo. Você tem um tipo de sonho - sonhos amarelos. Outra pessoa tem outro tipo de sonho - sonhos azuis, sonhos vermelhos. Está certo. Por que lutar contra os sonhos? Por que tentar mudá-los? Quando você tenta mudá-los, acredita demais neles. Não pensa que são sonhos, pensa que são reais, e que mudá-los será significativo. Se os sonhos são sonhos, por que não aceitá-los? No momento em que você os aceita, eles desaparecem. Este é o segredo. No momento em que os aceita, eles desaparecerem porque a mente sonhadora vive pela rejeição. O próprio fenômeno da mente sonhadora é a rejeição. Você tem rejeitado muitas coisas - eis porque elas surgem súbita e inesperadamente em seus sonhos. Você está andando por uma rua. Olha para uma bela mulher ou homem. O desejo surge. E, de repente, você o abandona: isto está errado! Você o rejeita. Tradição, cultura, sociedade, moralismo: isto não é bom. Você pode olhar para uma bela flor, não há nada de mau nisso. Mas quando olha um belo rosto, algo imediatamente fica errado - você o rejeita. A partir desse momento, essa face tornar-se-á um sonho. O que é rejeitado tornar-se um sonho. Agora, esse rosto ficará rondando-o. Agora, durante a noite, esse rosto surgirá. Agora, esse corpo estará pairando. O desejo que você reprimiu tornar-se-á um sonho. Os desejos que você rejeitou tornar-se-ão sonhos e fantasias. Então, como criar um sonho? - o segredo é este: rejeite-o. Quanto mais você os rejeita, mais eles existem. Assim, aqueles que vão para as montanhas, aqueles que rejeita a vida, Ficam repletos de sonhos. E seus sonhos tornam-se tão reais, tão alucinatórios, que se torna impossível fazer qualquer distinção entre o que é sonho e o que é realidade. Não rejeite, do contrário criará sonhos. Aceite. Seja lá o que for que lhe aconteça, aceite como uma parte do seu ser. Não condene. Quando você se torna mais receptivo, os sonhos se dissolvem. Uma pessoa que aceita sua vida totalmente deixa de ter sonhos, porque a própria base é cortada. Este é um fato. Um segundo fato: o todo é natural - eu digo, o todo. Não apenas as árvores, não apenas as nuvens - tudo. Tudo o que acontece, acontece por causa da natureza. Não existe nada anormal - não pode existir. Do contrário, como poderia acontecer? Tudo é natural. Assim, não crie uma divisão: isto é natural e aquilo é anormal. Tudo o que existe é natural. Mas a mente vive de distinções, de divisões. Não aceite as divisões, aceite tudo o que acontece e aceite sem qualquer análise. Se você está no mercado ou nas montanhas, a natureza é a mesma. Num lugar, a natureza tornou-se montanhas e árvores; noutro tornou-se lojas num mercado. E uma vez que você conhece o segredo da aceitação, até o mercado tem sua própria beleza, há vida nele, há atividade, uma bela loucura ao seu redor. O mercado tem sua própria beleza! E as montanhas não seriam tão belas se não houvessem mercados, lembre-se. As montanhas são tão belas e silenciosas porque os mercados existem. O mercado dá silêncio às montanhas. Assim, em todo lugar - se você estiver no mercado, ou fazendo "Hare Krisna, Hare Ram", ou sentado sob uma árvore silenciosa, tome tudo como uma extensão, não divida nada. E quando estiver dançando, Cantando "Hare Krishna, Hare Ram", desfrute disso! Este é o caminho no qual você está fluindo nesse momento. "Hare Krishna, are Ram" pode tornar-se um florescimento em você; tornou-se um florescimento em você; tornou-se um florescimento para muitos. Quando Mahaprabhu Chaitanya estava dançando nas cidades de Bengala e fazendo seu kirtan "Hare Krishna", Hare Ram", houve um florescimento. Osho
Essa é de laskar ... rsrs
O Machão Inveterado entrou em uma livraria e falou à funcionária atendente:
- Ei... você... pode me ajudar a encontrar um livro? - Claro, senhor, é só me dizer o título do livro, por favor! E o Machão lhe disse: - HOMENS, O SEXO FORTE! Ao que a funcionária respondeu: - Ficção é no piso abaixo, senhor...

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

EU SOU

Hoje eu quis escrever, faz tempo que não faço isso falta, falta, falta... sei lá... mas hoje eu quis tirar as palavras que estavam sufocando minha... garganta. seria mente???? pode ser... não sei não. ----------------------------- Eu sou assim calma,enfurecida forte,frágil triste, alegre falar tudo que me vier á cabeça sem censuras, sem medos Eu não preciso de consolo não sei consolar no auge da minha agonia eu cito Raul "Sou uma metamorfose ambulante, quero desdizer tudo que disse antes" O que é a vida? O homem não sabe Eu não sei; Uma sombra uma viagem um sonho Eu aluguei o mundo qualquer dia Deus me despeja não estou pagando o aluguel Eu sou a ignorância a repressão tudo,tudo,tudo está na beira do abismo O que eu queria mesmo era estar e não ser É que eu acho tudo isso um saco. Os loucos brilham E entendem nada a vida é um jogo Eu quero continuar jogando mais agora... acho que vou vomitar Não tenho compaixão pela humanidade - Por que os bons ficam se escondendo? Estou cansada as vezes sinto que há alguém parecido comigo vou continuar esperando a verdade do outro não é a minha verdade O que eu quero o ópio. Você sabia que a bela vista é sempre á beire do principício? Lina Maria
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É preciso não esquecer nada

É preciso não esquecer nada: nem a torneira aberta nem o fogo aceso, nem o sorriso para os infelizes nem a oração de cada instante.

É preciso não esquecer de ver a nova borboleta nem o céu de sempre.

O que é preciso é esquecer o nosso rosto, o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.

O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos, a idéia de recompensa e de glória.

O que é preciso é ser como se já não fôssemos, vigiados pelos próprios olhos severos conosco, pois o resto não nos pertence.

Cecília Meirelles(1962)

Carlos Drummond de Andrade


No meio do caminho No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no mei do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra Tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

terça-feira, 18 de novembro de 2008

SIMULTANEIDADE - Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo! Eu creio em Deus! Deus é um absurdo! Eu vou me matar! Eu quero viver! - Você é louco? - Não, sou poeta.

Mario Quintana

DA DISCRIÇÃO Não te abras com teu amigo Que ele um outro amigo tem. E o amigo do teu amigo Possui amigos também...

Mário Quintana
Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e viver com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve e a vida é muito bela para ser insignificante. (Charles Chaplin)

UMA HOMENAGEM A OBAMA

EU TENHO UM SONHO Discurso de Martin Luther King (28/08/1963)

"Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação. Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros. Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre. Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação. Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição. De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes". Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça. Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo. Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia. Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial. Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus. Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre. Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só. E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?" Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza. Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero. Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais. Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça. Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta. Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado. "Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto. Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos, De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!" E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro. E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire. Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York. Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania. Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado. Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia. Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee. Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi. Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade. E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro:

vocêsabeessa

PRECONCEITO

MEUS AMIGOS Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril. Oscar Wilde