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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Estico os dedos para alcançar por dentro.


Brinco de esconder,

procuro novo de mim.



Há mais esconderijos que olhos,

não sou capaz de me encontrar.



Todos que fui

ainda não me acharam.



Brinco de perder-me,

brinco de desorganizar,

brinco de inverter

brinco de desorganizar,

brinco de perder-me,
Aprendi a me conhecer
lentamente.

A mudar

rapidamente.



Quando me descubro já não sou.


Razão x desejo

A razão é imprecisa,
abstrata.

O desejo é indiscutível
e absoluto.

Quem deseja, sempre tem razão.

Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
E ter paciência para que a vida faça o resto...
William Shakespeare


























Engraçado. Eu amo ficar sozinho, mas odeio me sentir sozinho.
Vivemos em um mundo onde reina a inversão de valores. É...na verdade eu acredito que não há como haver inversão de valores se o egocentrismo e o materialismo forem as únicas coisas que essa geração tenha conhecido e cultuado.
Alessandra Souza

vocêsabeessa

PRECONCEITO

MEUS AMIGOS Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril. Oscar Wilde