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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Se eu fosse VocÊ tErIa MeDo é dEsSe MoSqUiTiNhO. Cuidado !!! Ele Pode Ti Matar!!!
Você tem medo do tigre?
Você tem medo da onça?

sábado, 16 de janeiro de 2010

Amiga

Amiga tudo bem?Como vai você? Eu vou indo,insistindo, caminhando,teimando, negociando com a vida . É ! Às vezes é melhor sonhar do que conseguir,hoje eu nem sei qual lado está certo,por isso resolvi ficar em cima do muro . - Eu estou errada? É que daqui de cima posso ver melhor todos os lados, já faz tempo que o último revolucionário se foi. Eu corri tanto , tanto e não cheguei a lugar algum,hoje sorrio quando olho no espelho e vejo minha cara.Aprendi que é mais bonito olhar para cima e ver as estrelas brilharem.Nada mais é coerente,nem eles nem a gente, tanto faz de que lado você esteja, por isso vou ficar aqui , prefiro me calar não opinar. Sabe amiga, os meus sonhos são tão lindos, que prefiro continuar dormindo, sem vontade de acordar e assim eu vou indo...o que eu queria mesmo é me mandar.Foi minha avó que me ensinou a sair na chuva sem me molhar. Pois é , todo mundo explica tudo tão bem! Aristóteles , Platão, Marx, Lutero, Maquiavel,Freud...todo mundo explica, e quer saber? Acho que todos têm razão! Hoje eu já não tenho mais vergonha das coisas que sinto, ainda não fui contagiada pela mediocridade. Amiga, vou me despedir,talvez a gente se encontre por aí. Hann pode deixar ! Vou tentar fazer o melhor, só não sei se vou conseguir... Li Chaves Publicado no Recanto das Letras em 16/01/2010 Código do texto: T2033566
Cientistas destacam a importância de aumentar o conhecimento sobre as espécies animais e vegetais para poder atuar melhor na sua preservação. Por Fabio Reynol - Agência Fapesp A ocupação desordenada de áreas naturais, a exploração predatória de recursos da natureza e a poluição são algumas ações humanas que têm trazido sérias consequências, levando o planeta a perder cada vez mais espécies animais e vegetais. Para chamar a atenção ao problema, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2010 o Ano Internacional da Biodiversidade. Um dos eventos que abrirá oficialmente o programa será realizado em Curitiba, nesta sexta-feira (8/1). Estarão presentes autoridades governamentais do Brasil e do exterior, representantes da ONU e pesquisadores. O Programa Biota-Fapesp será representado pelo professor Roberto Gomes de Sousa Berlinck, do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo. "A natureza é uma rede extremamente intrincada que precisa ser mantida para a vida existir. Porém, essa harmonia tem sido cada vez mais ameaçada", disse Berlinck sobre a importância da coexistência das espécies. De acordo com levantamentos da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CBD), órgão da ONU que trata do problema, a taxa de perda de espécies chega a cem vezes à da extinção natural e vem crescendo exponencialmente. Pensando em pelo menos diminuir esse ritmo, em 2002 a Conferência das Partes (COP) da CBD propôs uma série de metas a serem alcançadas até 2010 e obteve o comprometimento de vários países. Nos moldes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15), que em dezembro, em Copenhague, na Dinamarca, fez um balanço dos compromissos assumidos no Protocolo de Kyoto, a COP da biodiversidade tem um encontro marcado para outubro deste ano, na cidade japonesa de Nagoya, a fim de avaliar os resultados das ações assumidas em 2002 para preservar a biodiversidade. Como a reunião de Copenhague, a de Nagoya deverá ser igualmente frustrante. É o que pensa Berlinck, para quem a natureza tem dado sinais de que o problema continua crescendo. "A morte de recifes de corais no mundo todo e o desaparecimento das abelhas na América do Norte são apenas duas das consequências da destruição de áreas nativas", disse. Carlos Alfredo Joly, coordenador geral do Biota-Fapesp e professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas, concorda com o pessimismo. "Precisamos este ano estipular metas mais confiáveis e usar indicadores mais mensuráveis", disse, ressaltando que considera os indicadores escolhidos em 2002 um dos pontos fracos do acordo. Natureza desconhecida Joly também chama a atenção para a importância das pesquisas de levantamento de dados como as feitas no Biota-Fapesp, que visam à caracterização, conservação e ao uso sustentável da biodiversidade. "Como saber quantas espécies desapareceram se ainda estamos fazendo os inventários?", disse. Em dez anos, os pesquisadores do Biota-Fapesp, que tem como foco o Estado de São Paulo, catalogaram cerca de 2 mil novas espécies. Mas, para Joly, é fundamental que programas como esse sejam implantados em outras regiões do Brasil. "Não sabemos quase nada sobre o Brasil, a última lista oficial da flora brasileira é de 1908. Há somente levantamentos regionais", disse. Joly destaca a necessidade de que sejam conduzidos inventários como o das plantas que produzem flores (fanerógamas) na flora paulista, que conta com o apoio da Fapesp e teve o seu sexto volume (lançado recentemente). Justamente por ignorar os números exatos, Joly calcula que as estimativas da CBD sobre o desaparecimento de espécies estejam subestimadas. Atualmente, o órgão faz projeções a partir do desaparecimento de hábitats. Para cada unidade de área degradada, estima-se um determinado decréscimo das espécies que nela habitavam. No entanto, sem um levantamento taxonômico adequado não há como saber com exatidão o tamanho das perdas da biodiversidade. Muitas espécies desaparecem sem ao menos serem conhecidas. Diversidade genética A sobrevivência das espécies também passa pela diversidade genética, a qual deve ser considerada nos projetos de conservação, segundo os coordenadores do Biota-Fapesp. Indivíduos de uma mesma espécie que possuem pouca variação genética podem ser suscetíveis às mesmas doenças e acabar rapidamente dizimados. "O mesmo ocorre quando vamos fazer um reflorestamento. Se não considerarmos as diversidades genéticas e não reintroduzirmos todas as espécies envolvidas, a floresta pode morrer depois de uma década por doença ou mesmo pela ausência de um animal polinizador", explicou Joly. Para trabalhar também com a diversidade dos genes, o Programa Biota-Fapesp deverá aumentar o uso de ferramentas de biologia molecular. "Os felinos selvagens que hoje habitam canaviais e fazendas são geneticamente iguais aos seus ancestrais que viviam nas matas nativas de São Paulo?", questiona Joly. Segundo ele, responder a essa pergunta ajudará a preservar esses animais, o que ressalta a importância da biologia molecular para a biodiversidade. Berlinck aponta que desconhecer a natureza pode custar caro. "O deslizamento de encostas neste início de ano é uma consequência do desconhecimento do que pode e do que não pode ser feito com a natureza", disse. Segundo ele, preservar as diversas espécies é uma forma de manter e de garantir qualidade de vida também para as gerações futuras. "No entanto, é preciso que populações e governos conheçam o decréscimo crônico da biodiversidade e tomem iniciativas", disse. É isso que a ONU e os cientistas esperam de 2010. Biota-Fapesp em 2010 No Ano Internacional da Biodiversidade, o Biota-Fapesp estará envolvido de diversas outras formas, tanto no Brasil como no exterior. No dia 14 de janeiro, Joly representará o programa no evento nos 350 anos da Royal Society Britânica, no Reino Unido. Na celebração, o professor da Unicamp participará como debatedor em discussões sobre biodiversidade e no espaço reservado para pôsteres. No período de 22 a 25 de fevereiro, o Biota-Fapesp participará da reunião do Earth Observations Biodiversity Observation Network (Geo Bon), nos Estados Unidos. No mesmo mês, nos dias 25 e 26, o programa realizará, na sede da Fapesp, em São Paulo, o Workshop International on Metabolomics in the Context of Systems Biology: A Rational Approach to Search for Lead Molecules from Nature. No dia 22 de maio, para comemorar o Dia Internacional da Biodiversidade, o Biota-Fapesp realizará um evento com foco no Third Global Biodiversity Outlook, que terá a participação do professor Thomas Lovejoy. Lovejoy, presidente do Centro Heiz para Ciência, Economia e Meio Ambiente e consultor chefe para biodiversidade do Banco Mundial, foi quem introduziu o termo diversidade biológica na comunidade científica em 1980. Em outubro, o Biota-Fapesp participará da COP-10, em Nagoya, em dezembro, sediará um workshop de três dias para marcar o fim do Ano Internacional da Biodiversidade e o início do Ano Internacional das Florestas (2011). Agência Fapesp/EcoAgência
Crise financeira afetou setor de recicláveis em 2009 Tendência de diminuir produção prejudicou catadores no Brasil, mostra Boletim de Mercado de Trabalho: Conjuntura e Análise. Por Informe do Ipea A crise financeira internacional, que teve seu pior momento entre novembro de 2008 e fevereiro de 2009, afetou o setor de reciclagem, que em todo o mundo tem preços ditados pela Bolsa de Valores de Londres. As commodities de materiais recicláveis (aparas de papel, sucata de ferro e plásticos) são classificadas como mercadorias primárias, ou matérias-primas, que têm seu preço cotado de forma global. Isso significa que os materiais coletados pelos catadores têm preços, são negociados em vários países e estão sujeitos às variações que as indústrias praticam ao redor do mundo, cotados em dólar. No Brasil, por exemplo, o preço do quilo de plástico caiu de R$ 1 para R$ 0,60, e o do plástico de garrafas pet, de R$ 1,20 para R$ 0,35. A redução também foi drástica para os preços do quilo do jornal, dos papelões especiais e finos e dos papéis misturados e brancos. Essas informações constam no artigo “A crise financeira e os catadores de materiais recicláveis”, produzido pelo Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e publicado no último boletim Mercado de trabalho: Conjuntura e Análise, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O boletim traz ainda artigos sobre trabalho infantil, desigualdade de rendimentos, participação das mulheres no mercado, e o fortalecimento da economia solidária como caminho alternativo ao processo de desenvolvimento do Brasil. Cadeia produtiva suja Segundo o MNCR, a reciclagem quebrou no País, com indústrias de beneficiamento fechando as portas e a consequente ocorrência de milhares de demissões. “Os efeitos”, afirma o documento, “podem ser vistos até hoje, pois o setor não se recuperou por completo.” Estimativas do Movimento apontam que no Brasil 90% de tudo que é reciclado vêm das mãos dos cerca de 800 mil catadores e catadoras em atividade nas ruas das metrópoles, que atuam dentro de lixões a céu aberto ou organizados em cooperativas e associações. Quem mais sofreu com a crise, na visão do MNCR, foram os catadores de materiais recicláveis, “a ponta de uma cadeia produtiva injusta, conhecida como cadeia produtiva suja – um sistema de produção que é sustentado pelo trabalho precarizado de catadores que exercem a atividade sem qualquer vínculo empregatício.” Leia o boletim Mercado de trabalho: conjuntura e análise Ipea/EcoAgência

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

leia o que diz Antonio Nobre: Mais importante do que discutir se a floresta amazônica é uma fonte ou sumidouro de carbono é que ela regula a quantidade de gás carbônico da atmosfera. A quantidade de gás carbônico na atmosfera regula o clima, a temperatura do planeta. A temperatura regula todo o ciclo da água, a evaporação no oceano, chuvas, transporte de umidade etc. Existem evidências muito fortes hoje de que a biosfera – que inclui microorganismos, plantas, animais, tudo o que é vivo, inclusive a humanidade – ao longo das eras geológicas, desde a formação da Terra, é responsável pela estabilidade climática do planeta. Mais do que os fatores geológicos, geofísicos ou geoquímicos da superfície.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Claro que vc não escreveu bobagem, só não sei se a internalização da Amazonia é de fato uma solução.Penso eu q não.tb sou ambientalista e defendo a natureza mas muito mais importante é q nós brasileiros nos concientizemos da importância da "nossa"floresta .leia o que diz Antonio Nobre: Mais importante do que discutir se a floresta amazônica é uma fonte ou sumidouro de carbono é que ela regula a quantidade de gás carbônico da atmosfera. A quantidade de gás carbônico na atmosfera regula o clima, a temperatura do planeta. A temperatura regula todo o ciclo da água, a evaporação no oceano, chuvas, transporte de umidade etc. Existem evidências muito fortes hoje de que a biosfera – que inclui microorganismos, plantas, animais, tudo o que é vivo, inclusive a humanidade – ao longo das eras geológicas, desde a formação da Terra, é responsável pela estabilidade climática do planeta. Mais do que os fatores geológicos, geofísicos ou geoquímicos da superfície.

sábado, 9 de janeiro de 2010

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A ciência antes da Revolução Científica

Na Grécia , os deuses e os heróis eram usados para explicar certos fenômenos sociais e manter a ordem no mundo moral e físico.Naquele período vigorava o sistema escravista e o trabalho manual era desvalorizado. Era valorizada a atividade intelectual contemplativa desassociada da prática que é superior. Estes se dedicavam a filosofar, não precisavam se preocupar como dia a dia podiam se entregar ao ócio isto é: ficavam sem fazer nada , só filosofando. O interesse do fator político tinha prioridade na filosofia, embora; Platão e Aristóteles tenham refletido algumas questões sociais. O objetivo de estudo era político e moral,buscavam estabelecer normas e regras para a vida social, estavam mais preocupados em refletir sobre o que as sociedades deveriam ser e como deveriam se organizar para se aproximarem da perfeição. Na idade média o pensamento social anterior a Cristo.Por isso fora dos preceitos do cristianismo, ficaram confinados no convento, só os teólogos (bispos,, padres, etc.) tornando inacessível ao resto da sociedade, tudo era atribuído à vontade de divina e à natureza das coisas , assim justificavam a diferença entre indivíduos. No século V depois de Cristo, Santo Agostinho um dos maiores importantes teólogos católicos escreveu A cidade de Deus contando a história da humanidade desde a criação até os aqueles dias definindo a missão dos cristãos perante a sociedade da época. Explicava as razões de a ordem social ser como era. Os teólogos estavam mais preocupados com discussões, tudo girava em torno da igreja católica que monopolizava o pensamento da época, apelavam constantemente à autoridade e ao dogma religioso, a sociedade não era pensando no seu todo. A sociedade era estática quase não existia mobilidade social, dificilmente um indivíduo tinha chance de sair de uma posição para outra. Acreditava-se que os “eleitos” por Deus (clero,nobreza,aristocracia,reis) havia nascidos para realizar determinadas atividades e outros como (servas, camponeses, artesãos,comerciantes) vieram para servir os “escolhidos”. Fenômenos naturais como: enchentes, relâmpagos,raios,etc. eram atribuídos a manifestação de ira e descontentamento divino. A ciência inexistia . A partir dos séculos XV,XVI e XVII ocorreram na Europa mudanças na forma de conceber e pensar a natureza, a sociedade e a própria humanidade (renascimento, reforma protestante,grandes navegações,descobrimento da América) que contribuíram para separação da sociedade feudal e o surgimento do capitalismo. No século XV, com a expansão marítima e o descobrimento das índias e da América, desenvolvem-se novos mercados, amplia-se os comércios, cria-se condições para o desenvolvimento científico e tecnológico aumentando os horizontes humanos. A percepção de um mundo territorialmente maior, outros povos , outras culturas,exige dos europeus um modo novo de ver e pensar a sociedade e a natureza das coisas. Dentre os grandes pensadores daquela época , estava Erasmo de Rotterdam (1467-1536) rejeitava a monarquia hereditária e defendia a autoridade do príncipe, combateu a ignorância monástica e os absurdos da igreja. Outro grande pensador da política foi Nicolau Maquiavel (1469 – 1527) que em sua obra O Príncipe inaugurou o pensamento político moderno com a teoria sobre arte da conquista e da preservação do poder chamando atenção de que a lógica de que a luta pelo poder não obedece à moral religiosa dominante já que admite o uso da violência da mentira e da manipulação, como armas de luta política. No século XVI, ocorre a Reforma Protestante, que permite aos homens a livre leitura das escrituras sem intermediação da igreja, isso gera conflitos com o monopólio do Clero contribuindo assim de forma significativa a valorização do conhecimento racional. A partir do renascimento os fenômenos sociais passaram a ser tratados com mais realismo. A humanidade já sabe que a Europa não é o centro do universo e que há os espaços para emergência do conhecimento científico.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Está doendo muito estas saudades!

Olá amigo! Quando você vai aparecer? Eu está com saudades de você, também das nossas longas conversas, das palavras tolas,dos risos soltos,e, até das nossas brigas eu sinto saudades. Sabe amigo me cansei dos papos "cabeças", política,religiões, economia,violência...essas coisas têm me deixado estressada, irritada, não ando com muita paciência para tudo isso, tenho me afogado num mar de informações,tenho vários livros fechados que ainda não foram lidos, sinto – me sufocada.

Estou com a impressão que estou andando em círculos, ando , ando , ando , e sempre volto para o mesmo lugar, me sinto perdida como se estivesse num labirinto , não encontro saído,só entradas. Mas estou aprendendo a ser atriz. – Sabe que levo jeito para a coisa? ÀS vezes até me iludo.Pode ser uma fuga, não sei...quero tanto ouvir tua voz. – O que será que você está fazendo agora? Será que pensa em mim? É amigo estou triste e ninguém se importa comigo.Eu saio dessa ,já saí de coisas piores,você sabe disso.

Às vezes penso que... Bem... Deixe para lá.

Talvez... Sei não.Está na hora de eu me despedir...vê se aparece.

Está doendo muito estas saudades.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Piadas de Politicos

Num comício daquela pequena cidade, dizia o prefeito: - Queridos cidadãos e cidadãs, durante todo o meu mandato, coloquei a minha honestidade acima de qualquer interesse político. Vocês podem ter certeza que neste bolso - e batia no bolso do paletó com uma das mãos - nunca entrou dinheiro do povo. Neste instante alguém grita: - Paletó novo, hein?

Feliz Ano Novo!!!


Finalmente chegou 2010! Hoje é o primeiro dia do ano. E começa tudo outra vez!
Muitos sonhos, muitos planos, muitas promessas... E assim nós vamos vivendo a cada ano novas ilusões, novas esperanças. Não sei como foi sua passagem de ano, mas a minha (só para variar) foi o maior mico. Vou contar:resolvi de última hora.Obs.: tudo para mim é de última hora  só para esclarecer melhor;  nunca programo nada – Será que os micos são por causa disso? Bom mas voltando ao assunto, ou melhor, ao mico, resolvi de última hora passar o reveillon em uma cidadezinha do interior de São Paulo chamada Analândia, é uma estância turística, muito linda, pacata, com muitas cachoeiras, muito verde, lá você respira natureza pura, sempre que posso  lá vou eu para Analândia, é meu paraíso, comprei até um terreno na cidade, e se Deus quiser esse ano faço uma casinha, para passar meus fins de semana em contato com a natureza, e quando me aposentar pretendo ir de vez mora lá, continuando a história, uma amiga que mora ali foi passar o reveillon em outro estado e me emprestou a casa, lá fui eu, toda feliz fazendo meus planos, comprei um biquíni novo, um vestido novo, nada de coisas velhas para um ano novo.Lá chegando  fiz umas comprinhas básicas tipo: leite, chocolate, coca cola, creme para cabelo,essas coisinhas que nós mulheres adoramos,  tomei um banho bem demorado, me arrumei e fui para a praça onde estava acontecendo um show com centenas de pessoas, visitantes que nessa época lotam a cidade. Muita animação, muita euforia, muitas expectativas para a chegada do novo ano. Quando deu meia noite o céu se iluminou de
  fogos coloridos,lindo,fantástico,maravilhoso.Tudo muito bom,tudo muito bem,quando de repente o celular toca,era minha amiga avisando que eu fosse na minha casa quer dizer na "casa dela" pois tinha chegado um parente lá e estava na rua aguardando que eu levasse a chave da casa para ele.Imagine se eu ia perder a queima de fogos,ele que esperasse, porque não avisou que ia? Fiquei até o final, quando acabou lá fui eu correndo levar a chaves para um atrasadinho que chega ao meio da festa,quando cheguei levei um susto não era uma pessoa, era uma, duas, três, quatro, desisti de contar, fora crianças, cachorro, papagaio, uma loucura (eu que pensei que teria paz e sossego.) Entreguei a chave para um cara gordo, carrancudo, que estava reclamando da demora e pior; ele tinha fechado o seu carro com a chave dentro (daí o mau humor). Não tive dúvidas entrei, peguei minhas tralhas e pé na estrada duas horas da manhã, fuiiiiiii... Sem olhar para trás, não sabia se ria ou se chorava – nem uma coisa nem outra vim muda, pensando que o ano para mim já tinha começado como sempre foi! Comecei pagando micos, e pelo jeito as coisas não vão mudar nesse ano que entra. Fazer o quê? Minha mente funciona assim: como puro mecanismo de acordo com a lei da natureza, deixo a vida me levar, danço conforme a música.
Mas, tá valendo o que eu me propus a fazer. Esse episódio só me deu mais ânimo para concretizar meus planos,nesse ano vou fazer minha casa em Analândia e por esse mico nunca mais  passarei.Ano que vem, passarei o meu final e começo de ano na minha casa em Analândia, se Deus quiser... e eu sei que ele quer!
Feliz Ano Novo a todos!
Li Chaves
Publicado no Recanto das Letras em 01/01/2010
Código do texto: T2005748

vocêsabeessa

PRECONCEITO

MEUS AMIGOS Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril. Oscar Wilde