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domingo, 28 de dezembro de 2008

O sapato como meio e mensagem 22 de dezembro de 2008 Este surpreendente ano de 2008 encerra-se de forma ainda mais inusitada. Talvez venha a ser considerado no futuro como o Ano da Verdade, se as revelações e desvendamentos prosseguirem com a mesma intensidade em todas as direções. Caíram por terra as promessas, ilusões, quimeras políticas, filosóficas e religiosas. Está ruindo o imbatível e infalível Sr. Mercado cuja sabedoria e engenho eram vendidos há 200 anos como panacéia para todos os males. A natureza humana, artífice de tantas falcatruas, mostrou cabalmente o quanto é mesquinha e até que ponto está corrompida. No sacolejo global, na vizinhança da antiga Babilônia – lá mesmo onde os homens pretendiam construir a imensa torre para chegar aos céus e impor-se ao Todo Poderoso – chega uma parábola rude e simples. Como todas. Um jornalista revoltado arvora-se em porta-voz do mundo e resolve castigar aquele que considera como culpado pelas maldições que afligem o seu país. Ao contrário de tantos correligionários, não pretende imolar-se nem derramar uma gota de sangue. Quer mostrar a sua repulsa e escolhe a mais imunda extensão do corpo, aquela que pisa o chão e convive diretamente com a sujeira: o sapato. O repórter iraquiano Muntazer al-Zaidi tinha à disposição a imagem, o som, o papel e a palavra. Abriu mão do jornalismo, da imprensa, do manual da redação e dos códigos de conduta para inventar o sapato como veículo de comunicação. Louvado seja: lá onde os homens-bomba proclamam diariamente o seu horror à vida, al Zaidi, fez do calçado uma ação afirmativa. O presidente Lula, preferiu a chacota, falou em chulé no meio de uma reunião de chefes de estado sul-americanos e caribenhos, não percebeu o sentido e o alcance da inovação introduzida por al-Zaidi. Marshall McLuahn, o grande teórico da comunicação moderna, não contava com essa: o sapato é o meio e a mensagem. Estadistas não devem mais temer atentados terroristas, porém não há equipamento confiável nem guarda-costas capazes de evitar que um sapato – ou tênis, sandália, chinelo, bota, com sola de borracha ou salto 12 – seja jogado nas fuças de um presidente mentiroso ou cínico. Raul Castro, com o seu ar de general de pijama, candidata-se a alvo da segunda sapatada: a proposta feita em Brasília para a troca dos "dissidentes" presos em seu país pelos cinco espiões ("heróis", segundo ele) presos nos EUA, é indecente. Os dissidentes cubanos são na verdade ativistas de direitos humanos, não pretendiam tomar o poder, não pretendiam sair do país, queriam melhorá-lo, lutavam pela liberdade. A mesma, aliás, pela qual lutaram os dissidentes de 1958 – os irmãos Castro, Che Guevara, Camilo Cienfuegos e tantos outros. Sapatada merece o presidente do Senado, Garibaldi Alves, como castigo pela espúria manobra de aprovar de madrugada a emenda constitucional que cria mais 7.343 vagas de vereadores sob o pretexto de aumentar a representatividade do cidadão. Em plena crise mundial, diante da real ameaça de uma brutal recessão, quando cada tostão deve ser investido em crescimento, o chefe do Poder Legislativo não tem pudor em assumir o seu incontrolável e entranhado coronelismo. Com estas credenciais pretende driblar a constituição e candidatar-se novamente à presidência da Câmara Alta. Candidato a receber um protesto modelo al-Zaidi é o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, homem-enguia que escapole de todas as crises e emergências em seu estado. As fotos de Divinópolis publicadas nesta sexta-feira mostram um rio caudaloso, ondas revoltas, dilúvio bíblico: 41 municípios em estado de emergência, doze mortos, 23 mil desabrigados, 13 mil casas danificadas e o homem não aparece, mesmo encarapitado num helicóptero. Não é com ele, nunca é com ele. A fila é grande, depois de Bush al-Zaidi necessitaria de um formidável estoque de sapatos para veicular sua indignação. O sapato como veículo de comunicação pode apressar o fim do jornal impresso, pode ser mais instantâneo do que a Internet, mais eficaz do que comícios. Estamos diante de um momento mágico em que o ser humano redescobriu o poder de dizer o essencial. Alberto Dines

sábado, 27 de dezembro de 2008

"Todos te elogiaram, menos eu. Todos te ajudaram, menos eu. Todos te amaram, menos eu. Com o passar do tempo, todos te esqueceram, menos eu!"

"Se alguem disser que você nunca fez nada de importante, não ligue.O mais importante já foi feito: você."

"Muitos são os que amam, pouquissimos são os que sabem amar!."

"O importante não é quando conhecemos a pessoa, mas sim, quando essa pessoa passa a existir dentro de nós!."

"Amigo não é aquele que te alegra com mentiras e sim aquele que te fere com as verdades!."

Água pega fogo????Hummmmmmm/

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Hoje, o que podemos perceber é que as influências mágicas mudaram na sua forma, no seu ritual e na sua aparência, mas as técnicas de condicionamento mágico continuam existindo. Basta observarmos com que facilidade se lança uma moda. O que pode ser feito com a moda pode ser aplicado em muitos outros campos, porque o comprimento de uma saia e um slogan político, além do controle da informação, podem ser divulgados da mesma maneira, observou Robert Mercier. Goebbels, o único ministro da propaganda nazista, sabia perfeitamente que as massas podem ser manobradas, porque prevalece a lei pela qual o comportamento de uma coletividade desorganizada é sempre caracterizado pelo nível intelectual mais baixo. ( parte de texto extraído da revista planeta)

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

A atual "lição" e vitória da IGUALDADE vista nos USA...também surtiria um efeito "revitalizante" no Brasil, se por aqui também tivéssemos o 'NOSSO OBAMA"...
Só me pergunto, quem seria este que traria este grande marco ao Brasil?
Desculpem, mas NENHUM nome me ocorre no momento...

sábado, 20 de dezembro de 2008

"Conhecemos o real caráter de uma pessoa, não pelo muito que ela diz dela para nós, mas pelo pouco que diz de nós para os outros..." Inácio Dantas

Pra que pichar se posso derrubar o muro???
"Que o mel é doce é coisa que me nego a afirmar, mas que parece doce, afirmo plenamente" Raul Seixas

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Qui-
zera .
Senhor,
neste dia
armar uma ár-
vore dentro do
meu coração e nela
pendurar, em vez de
folhas , os nomes de
todos os meus amigos. Os

amigos de longe e de perto.
Os antigos e os mais recentes. Os que
vejo a cada dia e os que raramente
encontro. Os sempre lembrados e os que,
às vezes, ficam esquecidos. Os constantes
e os intermitentes. Os das horas difíceis e os das
horas alegres. Os que, sem querer, eu magoei ou, sem
querer, me magoaram. Aqueles a quem conheço profunda-
mente e aqueles de quem não me são conhecidos a não ser as aparências.
Os que pouco me devem e aqueles a quem muito devo. Meus amigos

humildes e meus amigos importantes. Os nomes de todos os que já passaram pela
minha vida . Uma árvore de raízes muito profundas para que seus nomes

nunca mais sejam arrancados do meu coração. De ramos muito extensos

para que novos nomes, vindo de

todas as partes, venham juntar-se

aos existentes. De sombra muito
agradável para que nossa amizade
seja um momento de repouso nas
lutas da vida.
Têm pessoas que entram em nossa vida e não são apenas amigos, mas verdadeiros irmãos

domingo, 7 de dezembro de 2008

QUEM SOU EU... Eu tenho muitos anos de mim as vezes me canso sou muito estabanada pouca coisa levo a sério outras nem levo não tenho amigos e meus inimigos me detestam até hoje não entendi porque eles querem que eu morra isso é uma questão de tempo eles não perdem por esperar não tenho pátria nem histórias para contar não vi a banda passar vivo a toa na vida olhando de frente não tenho lembranças Sério! Falhas de memória... não amo não odeio estou de passagem talvez um dia eu volte Ou não... Lina Franzin
Vou-me embora pra Pasárgada Lá sou amigo do rei Manuel Bandeira

O BICHO VI ONTEM um bicho Na imundície do pátio Catando comida entre os detritos. Quando achava alguma coisa, Não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade. O bicho não era um cão, Não era um gato, Não era um rato. O bicho, meu Deus, era um homem.

Manuel Bandeira
"Nem sempre a gente consegue dizer tudo aquilo que está sentindo! Tem coisas que eu gostaria que você percebesse sem eu precisar dizer!"
       Meu Caro Amigo
Chico Buarque

Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando, que também, sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo pessoal
Adeus


ATÉ ONDE VAI SUA AMIZADE? Um homem, seu cavalo e seu cão caminhavam por uma estrada. Depois de muito caminhar, esse homem se deu conta de que ele, seu cavalo e seu cão haviam morrido num acidente. Às vezes os mortos levam tempo para se dar conta de sua nova condição... A caminhada era muito longa, morro acima, o sol era forte e eles ficaram suados e com muita sede. Precisavam desesperadamente de água. Numa curva do caminho, avistaram um portão magnífico, todo de mármore, que conduzia a uma praça calçada com blocos de ouro, no centro da qual havia uma fonte de onde jorrava água cristalina. O caminhante dirigiu-se ao homem que numa guarita, guardava a entrada. - Bom dia, ele disse. - Bom dia, respondeu o homem. - Que lugar é este, tão lindo ele perguntou. - Isto aqui é o céu, foi a resposta. - Que bom que nós chegamos ao céu, estamos com muita sede, disse o homem. - O senhor pode entrar e beber água à vontade, disse o guarda, indicando-lhe a fonte. - Meu cavalo e meu cachorro também estão com sede. - Lamento muito, disse o guarda. - Aqui não se permite a entrada de animais. O homem ficou muito desapontado porque sua sede era grande. Mas ele não beberia deixando seus amigos com sede. Assim, prosseguiu seu caminho. Depois de muito caminharem morro acima, com sede e cansaço multiplicados, ele chegou a um sítio, cuja entrada era marcada por uma porteira velha semi-aberta. A porteira se abria para um caminho de terra, com árvores dos dois lados que lhe faziam sombra. À sombra de uma das árvores, um homem estava deitado, cabeça coberta com um chapéu, parecia que estava dormindo. - Bom dia, disse o caminhante. - Bom dia, disse o homem. - Estamos com muita sede, eu, meu cavalo e meu cachorro. - Há uma fonte naquelas pedras, disse o homem e indicando o lugar. Podem beber a vontade. O homem, o cavalo e o cachorro foram até a fonte e mataram a sede. - Muito obrigado, ele disse ao sair. - Voltem quando quiserem, respondeu o homem. - A propósito, disse o caminhante, qual é o nome deste lugar? - Céu, respondeu o homem. - Céu? Mas o homem na guarita ao lado do portão de mármore disse que lá era o céu! - Aquilo não é o céu, aquilo é o inferno. O caminhante ficou perplexo. - Mas então, disse ele, essa informação falsa deve causar grandes confusões. - De forma alguma, respondeu o homem. Na verdade, eles nos fazem um grande favor. Porque lá ficam aqueles que são capazes de abandonar seus melhores amigos...

Desconhecido
QUEM FÊZ AQUELE BLOGUINHO MENTIROSO, É UM COVARDE, SEMPRE FOI !!!JÁ PASSOU A PERNA EM MUITA GENTE BOA DESSA CIDADE, ELE E SEUS COMPARSAS ANÔNIMOS. ELE JÁ SAIU CORRENDO DA CIDADE POR CAUSA DA POLÍCIA FEDERAL,FICOU MAIS DE 3 ANOS FORA ATÉ A POEIRA ABAIXAR. AGORA ESTÁ DE VOLTA,ENGANANDO UM MONTE DE GENTE. AINDA NÃO SABEM QUEM É? DEPOIS EU DOU MAIS PISTAS...

sábado, 6 de dezembro de 2008

Estavam duas crianças a patinar num lago gelado. Estava uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas. De repente, o gelo quebrou-se e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou. A outra, vendo o seu amiguinho preso, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim, quebrá-lo e libertar o amigo. Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino: - Como conseguiste fazer isso? É impossível que tenhas conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis! Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou: - Eu sei como ele conseguiu. Todos perguntaram: - Pode dizer-nos como? - É simples - respondeu o velho: não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz. ( Albert Einstein )
A minhoca é um animal incoerente. Porque é um bicho sem pé nem cabeça!
EU SEI QUEM FÊZ AQUELE BLOG MENTIROSO É UMA PESSOA(S) QUE TEM INVEJA DE TODO MUNDO UM FRACASSADO, UM DEMAGOGO,QUE TENTA SE DAR "BEM " NA VIDA PUXANDO O S... DOS "PODEROSOS". JÁ SAIU CORRIDO DA CIDADE VÁRIAS VEZES, POR CAUSA DAS SUAS FALCATRUAS. DEPOIS EU DOU MAIS PISTAS...
PÃO OU PÃES. É UMA QUESTÃO DE OPINIÃES...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

"a única verdade é que vivo. Sinceramente, eu vivo. Quem sou? Bem, isso já é demais...."

Clarice Lispector

Quem sou?! Eu sou para cada pessoa aquilo que ela acha que eu sou, mas o que para mim importa é o que eu estou a procura de ser e isso eu ainda não sou.

Angela Delphim

Por favor, não me analise Não fique procurando cada ponto fraco meu. Se ninguém resiste a uma análise profunda, Quanto mais eu... Ciumento, exigente, inseguro, carente Todo cheio de marcas que a vida deixou Vejo em cada grito de exigência Um pedido de carência, um pedido de amor. Amor é síntese É uma integração de dados Não há que tirar nem pôr Não me corte em fatias Ninguém consegue abraçar um pedaço Me envolva todo em seus braços E eu serei o perfeito amor.

Mário Quintana

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

OREMOS

Oremos

Todos os anos por esta altura, começam as calamidades provocadas pelas chuvas. Centenas de pessoas morrem, milhares ficam desabrigadas e perdem boa parte dos seus bens que levaram anos de trabalho para conseguir comprar. Desesperadas, ficam à mercê da caridade alheia. Governantes vêm para os meios de comunicação afirmar que foi a maior chuva dos últimos "n" anos, a população se mobiliza, envias toneladas de alimentos, colchões e agasalhos, as Tvs fazem amplas coberturas, os governadores de estado e o Planalto liberam verbas para a reconstrução e, dois meses depois, não se fala mais nisso até ao... próximo verão, quando tudo se repete com uma pontualidade invejável! Este ano, por enquanto, Santa Catarina foi o estado mais atingido, mas esse mesmo filme já aconteceu em praticamente todas as unidades da federação! Petrópolis, Campos, Recife, Teresópolis, S. Paulo e Vitória são figurinhas repetidas nesse álbum de incúria administrativa que nos assola com a mesma frequência das chuvas: isto é, todos os anos! Decretado, nessas ocasiões pelos governantes, o estado de calamidade pública que nos assola é bem outro: É este modelo de governança que se implantou neste país, com a degradação constante dos quadros da administração pública. O planejamento de longo prazo inexiste! Ninguém pensa este País, ou Estado, ou Município para daqui a 20, 30 anos! O horizonte maior do planejamento da ação pública (quando o há) não ultrapassa nunca os limites de um mandato. Cada governante eleito quer "deixar a sua marca", e torra o dinheiro de nossos impostos em obras visíveis, muitas vezes de gosto duvidoso, e , sempre, de prioridade questionável! O trabalho constante, necessário, de formiguinha, que poderia minimizar as tragédias provocadas pelos fatores climáticos e melhorar a qualidade de vida da população, nunca é feito porque não aparece. Dragar rios, instalar e manter limpas as redes de esgoto doméstico e de águas pluviais, coletar permanentemente o lixo, não permitir a ocupação de morros e de margens de rios, fazer contenção de encostas, são atividades encaradas pelos poderes públicos com o mais absoluto desdém! Uma outra vertente do problema é o desmonte que foi sendo feito ao longo dos anos da carreira do funcionalismo público. Com baixos salários, sem treinamento, sem perspectivas, o funcionário concursado desde há muito (salvo raríssimas exceções) está absolutamente despreparado, e, pior, sem nenhum estímulo para exercer a sua função. Os cargos mais altos das administrações sempre lhe são negados, pois há que acomodar os cupinchas que, ou ajudaram nas campanhas, ou são indicações dos partidos da base de sustentação. Geralmente de uma incompetência lapidar, estes últimos não têm nenhum compromisso com a boa administração pública. Sabem que têm quatro anos para se "arrumar", ao final dos quais voltam para as suas ocupações privadas. Não raro, os salários destes cargos, ditos de confiança, são algumas vezes mais altos do que os dos funcionários concursados! É mais caro remediar as tragédias do que preveni-las? É claro que sim, mas isso não perece importar aos luminares que nos governam. Mais gente morre, ou fica na miséria, no desespêro? Infelizmente sim, mas, meses depois tudo não passará de mera estatística, que será brandida, na catástrofe seguinte, ao sabor dos interesses eleitoreiros do momento! Neste modelo, de nós cidadãos, só lhes interessa a nossa capacidade de pagar impostos e, de tempos em tempos, o nosso voto. Definitivamente, para o governo, nós não somos pessoas, somos números e cifrões! Até quando!?

vocêsabeessa

PRECONCEITO

MEUS AMIGOS Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril. Oscar Wilde