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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Eu gostaria que todos nós fóssemos felizes, e se eu que sou cheia de falhas gostaria de ver todos felizes, imagine então nosso Pai eterno.Mas não pode ser assim, temos sim que sofrer, que passar por coisas que às vezes pensamos que não vamos suportar e sabe por que?Para o nosso crescimento espiritual, se tudo fosse sempre flores como iríamos crescer?Não viemos nesse mundo a passeio, viemos aqui para crescer, para trabalhar muito e ajudar todos aqueles que sofrem, mas isso não quer dizer que devemos carregar alguém no colo pois Jesus disse:"toda árvore que não der bons frutos será arrancada e jogada fora".Temos que saber que não estamos nesse mundo para ter apenas alegrias e felicidade,pelo contrário é o sofrimento que nos faz crescer,amadurecer... a vida é uma escola,esse é o verdeiro sentido da vida.Aprender, ensinar o que aprendemos.É de batalhas em batalhas que se vence a vida. Lichaves

domingo, 7 de novembro de 2010

Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente gritando: “Ladrões, ladrões, malditos ladrões!” Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim. E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua. Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!” Assim me tornei louco. E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.

Cascas e Polpas. Em cada taca de fel que a vida me deu, a última gota era de mel. No fim de cada subida íngreme que tive que escalar, encontrei uma planície verdejante. Cada amigo que perdi na neblina do entardecer, encontrei-o na luz da aurora. E quantas vezes escondi meu sofrimento e meu amargor sob o véu da resignação, acreditando que havia mérito nisso. Mas quando eu retirei o véu, achei que o sofrimento de transformara em satisfação e o amargor em alegria. E quantas vezes acompanhei meu amigo ao mundo das aparências, julgando-o rude e ignorante. Mas assim que desvendei os mistérios da vida, compreendi que era eu o agressor e ele, o sábio e o cavaleiro. E quantas vezes, embriagado de egoísmo, comparei-me ao cordeiro e comparei o meu companheiro ao lobo. Mas, quando voltei a mim mesmo, ele era homem e eu outro homem. Eu e vos, meus semelhantes, somos fascinados pelas aparências e cegos às essências. Se um de nos tropeça, dizemos “é um decaído”. Se se atrasa, dizemos “é um indolente”. Se tartamudeia, dizemos “ é um mudo”. Se suspira dizemos ”é um doente”. Eu e vós, apaixonados pelas cascas do “EU” e de “VÓS”. Por isso, não percebemos o que o espírito escondeu em “MIM” e em “VÓS”. E que podemos fazer para que nossa vaidade não nos distraia de nossa verdade? Digo que aquilo que vemos com nossos próprios olhos é apenas uma nuvem que nos esconde o essencial. E o que ouvimos com nossos ouvidos é um mero barulho que nos distrai do sentido profundo das coisas. É nossa visão que realmente vê. É nosso coração que realmente ouve. Sigamos sua orientação. Quando cruzarmos com um policial que leva um homem á cadeia, não presumamos qual dos dois é o criminoso. E quando virmos dois homens, um ensangüentado e outro com manchas de sangue nas mãos, não concluamos qual é o agredido e qual o agressor. E se ouvirmos um homem cantar e outro chorar, paremos antes de concluir qual dos dois é o mais feliz. Não, meu amigo, não ates as aparências às realidades. E não julgues da essência de um homem pelas suas palavras e seu comportamento. Talvez visites no mesmo dia um castelo e um casebre, e saias do primeiro com veneração e do segundo com comiseração. Mas se pudesses rasgar o véu das aparências, tecido por seus sentidos, tua veneração se transformaria em comiseração e tua comiseração em veneração. Talvez encontres, entre o despertar e o ocaso de te dia, um homem que fala como se a tempestade se exprimisse em sua voz e os exércitos se manifestam em seus gestos, e outro que fala com palavras tímidas e entrecortadas. E talvez atribuas o heroísmo ao primeiro e a covardia ao segundo. Mas, se os reencontrasse quando a vida os chama para enfrentar os obstáculos ou sacrifícios a um ideal, saberias que a soberba briosa não é coragem e a timidez calada não é covardia. E talvez olhes pela tua janela e vejas uma freira e uma prostituta que andam entre os transeuntes, e concluas intempestivamente: “ que nobreza naquela e que indignidade nesta!”. Mas se fechasses os olhos e escutasses o éter falar, ouvirias uma voz te dizer: “ Aquela Me procura pela oração e esta Me procura pelo sofrimento, e na alma de cada uma delas, há um refugio para Minha alma.” E talvez viajes pelo mundo à procura do que chamas de civilização e progresso e entres numa cidade feita de edifícios altos e palácios suntuosos e institutos modernos e avenidas largas, enquanto seus habitantes, vestidos com esmero, estão em movimento permanente: uns a cavarem a terra, outros a subirem no espaço, outros a dominarem o raio, outros a investigarem os ventos. Dias depois, talvez chegues à outra cidade de casas humildes e ruas estreitas, enlameada nos dias de chuva, empoeirada nos dias de sol, habitada por um povo primitivo e lento que te olha, parecendo olhar para algo além de ti; e talvez abandones esta cidade, desgostado, pensando:” a diferença que eu vi naquela cidade e nesta é a diferença entre a vida e a agonia: lá uma forca e seu fluxo, aqui a fraqueza e seu refluxo; lá uma atividade que produz primavera e verão, aqui, uma indolência que produz outono e inverno; lá, a ambição e a juventude que dança num jardim, aqui, a decrepitude é velhice deitada ao pó. Mas se puderes olhar para as duas cidades com a luz de Deus, vê-las-ias duas árvores iguais no mesmo vergel. E, meditando, talvez concluísses que o que te apareceu progresso na primavera, nada mais é que borbulhas luminosas e efêmeras, e que o que te pareceu mediocridade na outra é o reflexo de uma riqueza interior, meditativa e permanente. Não, a vida não vale pelas suas aparências, mas pelas suas essências. Os frutos não valem pelas suas cascas, mas pela sua polpa. Os homens não valem pelos seus rostos, mas pelos seus corações. E a religião não vale pelo que se manifesta nos templos e pelos seus ritos e tradições, mas pelo que se esconde nas almas e nas intenções. A arte não esta nas melodias de uma canção ou na vibração verbal de um poema ou nas cores e nas formas de um quadro. A arte esta nas distancias silenciosas e inspiradoras que separam as notas agudas e graves de uma canção e no que um poema transmite ao coração do que permaneceu inexpresso na alma do poeta. A arte esta no que um quadro nos permite imaginar para alem de suas dimensões. Não, meu irmão, as noites e os dias não estão na suas aparências. E eu que na procissão das noites e dos dias estou nestas palavras que te dirijo, mas no que minhas palavras refletem das minhas profundezas mudas. Não me consideres um ignorante até que examines essas profundezas e não me consideres um gênio antes de despir-me das minhas aparências. Não me digas: “É um generoso”, antes de compreender os motivos de minha generosidade. Não creias em meu amor até sentir-lhe o calor, e não me acuses de frieza antes de tocar minhas feridas sangrentas.

gibran khalil gibran

sábado, 6 de novembro de 2010

A receita para ser feliz

Dona Maria era uma senhora de 92 anos, elegante, bem vestida e penteada. Estava de mudança para uma casa de repouso pois o marido com quem vivera 70 anos, havia morrido e ela ficara só... A caminho de sua nova morada, a atendente ia descrevendo o minúsculo quartinho, inclusive as cortinas de chintz florido que enfeitavam a janela. — Ah, eu adoro essas cortinas - disse ela com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho. Mas a senhora ainda nem viu seu quarto... — Nem preciso ver - respondeu ela. — Felicidade é algo que você decide por princípio. — E eu já decidi que vou adorar! É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. Sabe, eu tenho duas escolhas: Posso passar o dia inteiro na cama contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem... Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem. Cada dia é um presente. A velhice é como uma conta bancária. Você só retira daquilo que você guardou. Portanto, lhe aconselho depositar um monte de alegria e felicidade na sua Conta de Lembranças. E como você vê, eu ainda continuo depositando. Agora, se me permite, gostaria de lhe dar uma receita.

1. Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência. Isso inclui idade. peso e altura. Deixe o médico se preocupar com eles. Para isso ele é pago.

2. Dê preferência aos amigos alegres. O“baixo-astral” puxa você para baixo.

3. Continue aprendendo. Não deixe seu cérebro desocupado. Uma mente sem uso é a oficina do diabo. E o nome do diabo é Alzheimer.

4. Ria sempre, muito alto. Ria até perder o fôlego.

5. Lágrimas acontecem. Agüente, sofra e siga em frente. A única pessoa que acompanha você a vida toda é VOCÊ mesmo. Esteja VIVO, enquanto você viver.

6. Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: pode ser família, animais, lembranças, música, plantas, um hobby, o que for. Seu lar é o seu refúgio.

7. Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se está instável, melhore-a. Se está abaixo desse nível, peça ajuda. 8. Viaje sempre que puder evitando viagens ao passado.

9. Diga a quem você AMA, que você realmente o AMA, em todas as oportunidades.

E LEMBRE-SE SEMPRE QUE:

A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego... de tanto rir... de surpresa... de êxtase... de felicidade!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Mais Uma Vez

Legião Urbana

Composição: Renato Russo

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã Mais uma vez eu sei Escuridão já vi pior de endoidecer gente sã Espera que o sol já vem.

Tem gente que está do mesmo lado que você Mas deveria estar do lado de lá Tem gente que machuca os outros Tem gente que não sabe amar Tem gente enganando a gente Veja a nossa vida como está Mas eu sei que um dia a gente aprende Se você quiser alguém em quem confiar Confie em si mesmo Quem acredita sempre alcança!

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã Mais uma vez eu sei Escuridão já vi pior de endoidecer gente sã Espera que o sol já vem.

Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena Acreditar no sonho que se tem Ou que seus planos nunca vão dar certo Ou que você nunca vai ser alguém Tem gente que machuca os outros Tem gente que não sabe amar Mas eu sei que um dia a gente aprende Se você quiser alguém em quem confiar Confie em si mesmo Quem acredita sempre alcança!

Quem acredita sempre alcança! Quem acredita sempre alcança! Quem acredita sempre alcança! Quem acredita sempre alcança! Quem acredita sempre alcança! Quem acredita sempre alcança! Quem acredita sempre alcança!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Pão e circo

Ontem 31 de outubro, levantei-me cedo, triste, corpo pesado, desanimada... depois de algum tempo pensando dirigi – me ao colégio eleitoral como se estivesse sendo puxada por um guindaste,motivação ?Nenhuma!Fui por obrigação isto é: fui obrigada, claro anulei meu voto como quem estivesse anulando meus sonhos, meus ideais, FIM! Saí cabisbaixa com vergonha de mim mesma, não me interessava quem fosse ganhar, seria como se fossem trocar seis por meia dúzia. cheguei em casa tão cansada que deitei-me no sofá e dormi,quando acordei liguei a TV.Imagine o que vi?UM bando de gente tudo de vermelho pulando,gritando,pensei que eu estava sonhando com o império romano na época dos gladiadores. Olhei em volta e vi que estava em casa e não na Europa,estava no Brasil no ano de 2010, eu não sou européia ,sou brasileira e brasileiro gosta é de pão e circo.As favas com a educação,saúde,segurança,só queremos pão e circo!Brasileiro gosta mesmo é de bolsas (não é bolsa de valores).

Tudo acabou! Agora é orar, orar e orar... Para que o coliseu do nosso querido Brasil termine um dia em ruínas e que os filhos da amada pátria se libertem um dia dessas correntes.

Alina Chaves

vocêsabeessa

PRECONCEITO

MEUS AMIGOS Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril. Oscar Wilde