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quinta-feira, 24 de março de 2011

No trem da vida a beleza é passageira E o tempo são os trilhos a percorrer. O que está presente Daqui a pouco, Há uma hora Ou mesmo um instante Deixará de ser presente Para ser no passado Contente lembrança. Cada dia que nasce é o futuro Que hoje se torna presente E amanhã será passado. Não deixe um dia passar como um a mais, Viva-o intensamente na possibilidade de fazer a diferença. Sempre vamos, mas nunca voltamos. Pois o tempo passa, não volta, não para. O tempo nos leva de onde chegamos Até aonde vamos, Nos trás de onde partimos. Todo o tempo às pessoas vem e vão, Passam por nossas vidas. Há pessoas que vem para ficar E outras vão para nunca mais voltar. Deixam saudades E vivem lembradas em nossos pensamentos E quem fica, é vivo lembrado no olhar de quem vai. Mas continuam sempre presentes Por suas lembranças; Seu jeito de sorrir, de olhar, De falar, suas manias, Um pouco de si em nós. Pessoas que se tornam marcantes Por serem amadas. Pessoas que são tocadas Pelo vento para morar em outros corações, Para encontrar refúgio em outro lugar E até um dia encontrar Porto seguro nos braços do seu lugar. (Camila Pereira Reis)

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PRECONCEITO

MEUS AMIGOS Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril. Oscar Wilde