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sexta-feira, 23 de novembro de 2012


Eu não tenho mais medo da casa vazia
Nem dos espaços vagos
Não tenho mais medo de ver alguém indo embora
É difícil forçar o sorriso quando eu vejo velhos amigos e estou sozinha
Mas eu não estou fazendo isso
Estou sorrindo... risos verdadeiros
Se tiver que chorar... choro!
Não tenho mais medo.
As lembranças estão se apagando lentamente...
Coisas novas estão ocupando os espaços vagos
Fui mãe muito tempo.
Fui casada muito tempo.
Trabalhei muito tempo.

Amei muito tempo.
A vida surpreende-me em cada instante.
Os dias passam numa velocidade importante.
 Não tenho medo do escuro.
Nem do anoitecer
Já não sinto a casa vazia
, mas sinto-a cheia de mim.
Uma casa minha, a minha expressão, o meu eu.

"Ficar dentro de mim" parece uma ordem que hoje obedeço sem pensar.
Ficar dentro de mim é apenas gozar o prazer de ser eu.
Eu, neste momento da minha vida.
Eu, no balanço que faço de mim.
Não espero nada, não me falta nada
e, ao mesmo tempo, que espero tanto.
Se a vida é uma viagem.
Eu sou
a viagem, a viajante e o caminho
Em cada momento decidindo o que fazer
Parar ou avançar
Seja porque se abandona, seja porque se sente abandonado à mudança implica sempre custos que temos de enfrentar...
 Recomecei do zero...
Porque sinto um desejo imenso de me re-inventar.
LICHAVES



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vocêsabeessa

PRECONCEITO

MEUS AMIGOS Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril. Oscar Wilde