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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Dúvidas de português - Privilégio ou previlégio? 02/08/2011 Tire dúvidas de português com exemplos, dicas e pegadinhas de gramática com o professor Sérgio Duarte Olá! A dúvida de português eu vou esclarecer hoje é muito comum. Privilégio ou previlégio? Quando nos referimos a um direito ou vantagem especial, falamos de um privilégio (com "i"). Daí, privilegiar e privilegiado. Como é comum pronunciar o "e" átono como "i" (como em "preciso"), algumas pessoas podem ficar com medo de falar errado e, por isso mesmo... acabam errando! Isso se chama hipercorreção. Em outras palavras, corrige-se o que não estava errado. Assim: Não entendo por que se concedem privilégios a políticos. É melhor privilegiar o ensino presencial. Até a próxima! Prof Sérgio Duarte

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PRECONCEITO

MEUS AMIGOS Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril. Oscar Wilde