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sexta-feira, 22 de abril de 2011

A descoberta do Brasil no Mais Você

Mais Você revelou curiosidades sobre o descobrimento do Brasil Hoje, sexta-feira, dia 22 de abril, comemora-se o descobrimento do Brasil. Para falar sobre curiosidades do contexto mundial na época do descobrimento do nosso país, o Mais Você convidou o historiador Milton Teixeira, que revelou curiosidades sobre o período. O repórter Felipe Suhre foi às ruas para saber o que o povo fala sobre o descobrimento do país. Ele se fantasiou de Pedro Álvares Cabral para animar o público. Na entrevista, ele ouviu diferentes tipos de respostas, mas uma delas ficou evidente: pouca gente sabe a real história do Brasil. “Foi em 22 de abril de 1500 que chegava ao Brasil a expedição portuguesa liderada por Pedro Álvares Cabral e o nosso país foi então oficialmente descoberto. A história do Brasil é muito interessante, mas o nosso país é só um menino de 511 anos, comparado com a Europa, que já estava cansada de existir, no ano de 1500”, destacou Ana Maria, ao anunciar o debate. Ela também provocou o público em relação ao conhecimento sobre a data. Em seguida, a apresentadora ressaltou: “O que aconteceu depois que Cabral chegou aqui todo mundo sabe, mas o que estava acontecendo na Europa antes disso é uma história muito interessante também. A gente voltou um pouquinho no tempo pra ver como vivia o velho mundo na época das navegações”. Com o historiador Milton Teixeira, a apresentadora conversou sobre os acontecimentos que rondavam o mundo em meados de 1500. O especialista revelou curiosidades e surpresas ocultas na nossa história. “Nós temos uma visão muito romântica do passado, no século XVI a vida era muito sofrida”, destacou Milton. Para a surpresa da apresentadora, o historiador disparou: “Cabral não se chamava Cabral, o nome dele era Gouveia, Pero Álvares Gouveia, ele só passou a usar Cabral depois”. Em seguida, Milton brincou: “O túmulo de Cabral foi esquecido, ele só foi encontrado por um brasileiro em 1989, Quer dizer, Cabral descobriu o Brasil e um brasileiro descobriu o Cabral”, brincou Milton. Como dicas para a informação do povo brasileiro, o professor destacou: “Nos últimos 10 anos têm saído muitos livros sobre o descobrimento e, cada vez se encontram mais documentos, mais revelações. Eu sugiro que esses livros fossem mais usados”, comentou. Sobre a reação dos índios quando os portugueses chegaram ao nosso país, Milton Teixeira explicou: “O índio não matava um homem desarmado. Não matava crianças, não matava idosos, não matava covardemente. Eles tinham uma ética para atacar”. Quando questionado sobre como seria o Brasil, se não fosse colonizado por Portugal, o especialista enfatizou: “Nós seriamos um povo muito menos alegre. Os portugueses conseguiram fazer uma colonização positiva. A capacidade deles de se adaptar e de aceitar esse novo mundo foi muito boa. O Brasil era uma terra maravilhosa e Portugal, na época, era uma terra falida, e eles souberam cuidar daqui”, finalizou o professor. Dados sobre o descobrimento: Em 1500, quando o Brasil entrou no mapa, a Europa já acumulava séculos de história, lutas e conquistas. O ano do descobrimento finalizava o século 15, num clima de grandes transformações para a humanidade. A América de Colombo já tinha sido descoberta. Neste movimentado século, Portugal e Espanha disputavam quem tinha mais poder. com a modernização das embarcações e armas cada vez mais sofisticadas, os dois reinos chegaram longe na arte de desbravar novas terras. Enquanto o Brasil era só um imenso território coberto por matas e habitado por tribos indígenas, A Europa fervilhava. Com quase cinquenta universidades, fundadas a partir do século onze, o continente europeu era definitivamente o centro intelectual do mundo. A criatividade de artistas, escritores, cientistas e inventores que surgiram na época, deu vida à paisagem monótona da idade média e mudou a cara do mundo. No ano de 1453, no entanto... a pimenta acabou...e aí é que a história do descobrimento começa. No inverno, os rebanhos eram abatidos e toda a carne tinha que ser conservada em pimenta, para durar mais. A principal rota terrestre do comércio que abastecia a Europa era Constantinopla, onde hoje fica Istambul, na Turquia. Através dela, a pimenta, assim como o cravo, a canela, a noz moscada e outras especiarias, vinham da índia. Mas os turcos tomaram Constantinopla e fecharam a tal rota. com as especiarias mais caras e escassas, os portugueses tiveram que inventar um jeito de chegar às índias pelo mar. e assim, Vasco da Gama chegou lá, contornando a áfrica... Mas por um caminho comprido e muito turbulento. Inspirado nessa expedição de sucesso, o rei de Portugal, Dom Manuel Primeiro, deu a Pedro Álvares Cabral a missão de comandar uma segunda aventura em busca de especiarias. mas a idéia era encurtar o caminho e evitar as tormentas. E foi nesse novo caminho percorrido por Cabral, que o Brasil foi descoberto. Não foi o acaso que levou as 13 embarcações do almirante português ao litoral baiano, em 22 de abril de 1500. As terras já tinham sido avistadas por navegadores espanhóis e portugueses anos antes. O litoral do então desconhecido Brasil seria apenas uma parada para abastecimento, Antes de Cabral seguir viagem para o oriente. Mas o que os desbravadores viram quando chegaram à praia, hoje Porto Seguro, na Bahia, não era uma ilha perdida no oceano atlântico. Era uma terra linda, rica e de um tamanho que não tinha mais fim. Cabral desembarcou maravilhado... Pero Vaz de Caminha documentou tudo em carta escrita ao rei.

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PRECONCEITO

MEUS AMIGOS Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril. Oscar Wilde